sábado, 7 de maio de 2016

TCC: a reta final do curso

CAMILA CABRAL
MAK LUCIA FORTE

O trabalho de conclusão de curso é um processo essencial para a formação acadêmica. Nesta fase, o universitário poderá expor o que aprendeu no decorrer do curso, além de poder aprofundar seus conhecimentos em determinado assunto, a fim de contribuir para o desenvolvimento da área estudada ou até mesmo ser pioneiro em algum tema.

O professor e coordenador do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso UFMT, José da Costa Marques Filho, explica qual a importância e a necessidade que o aluno tem em se preparar tanto para essa fase, não só do projeto, mas também de outros requisitos para formação.

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A professora de Jornalismo, Marluce Scaloppe, explica como é o expediente para o professor avaliador de banca e para o professor orientador, que, além das atividades em sala de aula, fazem esse trabalho ao final de todo semestre.


Saiba mais sobre a importância da conclusão de curso, acessando o Artigo, e entenda o porquê da necessidade de se preparar para a fase final do seu curso.

Estudantes da UFMT participam da 18ª edição da INTERCOM em Goiânia

JONY BARROS
PABLO RODRIGO

Estudantes e professores do curso de Comunicaçao Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, se preparam para a 18ªedição do Intercom Centro-Oeste, que será realizado entre os dias 19 e 21 de maio na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), em Goiânia. Um ônibus saíra de Cuiabá no dia 18 de maio levando os participantes do evento

A estudante do 4º semestre de Jornalismo, Monique de Souza S’anntana, é uma das coordenadoras do ônibus. Ela lembra que existem poucas vagas para quem quer participar como ouvinte no Intercom.


Uma das participantes do encontro é Thaís Marangon, que cursa o 4º semestre de Publicidade e Propaganda e apresentará trabalho no Expocom, concurso realizado concomitantemente ao Intercom. “Vou levar três peças publicitárias, sendo que apresentarei um outdoor avulso, e outras peças são de artigo de fotografia e de cartaz, que fiz com outros amigos”, explicou.

Quem orienta o trabalho de Thaís é o professor Aclise de Matos, que também orienta o trabalho de cartaz; já o trabalho de fotografia tem como orientador o professor Alexandro Romão.

Thaís já participou do Intercom com artigo, mas dessa vez participará do Expocom. Ela também explica que, devido ao número reduzido de trabalhos, não tem noção da perspectiva do que será apresentado. “A Intercom contribui muito, porque a gente acaba conhecendo o que está sendo pensado em outras universidades, os professores interagem com os estudantes e isso é muito importante”, conclui.

Já a estudante Natália Michelle, do 6° semestre de Rádio e TV, disse que será sua primeira participação no evento. “Vou participar com o meu trabalho, que é um produto, na categoria de fotografia artística, sobre os novos núcleos familiares e engloba casais heterossexuais, homossexuais e, dessa maneira, tenho o objetivo de desmistificar o que a sociedade impõe desde antigamente sobre esse assunto”, disse, lembrando que o seu orientador é o professor Murilo.

Para o professor de Jornalismo, Thiago Cury, o evento é importante, já que trabalha em três linhas. A primeira, as Divisões Temáticas (DT's), são sessões científicas que reúnem pesquisas relacionadas à área da Comunicação desenvolvidas por pesquisadores graduados e pós-graduados, profissionais de mercado, professores e estudantes de especialização, mestrado e doutorado.  

Já a segunda é o Intercom Jr, voltado para apresentação de trabalhos elaborados por alunos da graduação em Comunicação, ou recém-formados (até um ano após a conclusão do curso). Os acadêmicos podem apresentar pesquisas derivadas de projetos de iniciação científica, de trabalhos de conclusão de curso (TCC) e de discussões teórico-práticas desenvolvidas no âmbito das disciplinas. 

Por último é o Expocom, que é a  Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação.  É uma exposição e um prêmio destinados aos melhores trabalhos experimentais produzidos por alunos de graduação em Comunicação. Os trabalhos inscritos devem ter sido realizados no âmbito de uma disciplina da matriz curricular do curso e sob a orientação/supervisão de um ou mais docentes. Aqui também poderão ser inscritos trabalhos desenvolvidos por agências juniores.

Estágio: um processo de integração entre teoria e pratica

O programa de estágio é um projeto das instituições de ensino, que visa complementar a formação do estudante e o preparar para o mercado


DEODATO RAFAEL
DEMETRINHO ARRUDA

A grande maioria dos discentes de ensino superior quer entrar para o mercado de trabalho, e uma das formas de se aperfeiçoar enquanto profissional e de ter a primeira chance de atuar na área em que ele deseja atuar é no estágio. Porém, há uma série de requisitos para que este período de experiência prática possa acontecer de forma legal.

Segundo o documento do Ministério da Educação (MEC) sobre as “Normas para a organização e realização de estágio”, o conceito de estágio consolidou-se no Brasil “ao conjunto das Leis Orgânicas do Ensino Profissional, definidas no período de 1942 a 1946”.

O estágio é uma atividade curricular de base pedagógica, que não se configura apenas como trabalho, mas como experiência acadêmico-profissional orientada por competências técnicas e científicas em um ambiente de trabalho. O estágio é um meio pedagógico de promover a integração entre a teoria e a prática. Em alguns programas o estágio pode ou não ser obrigatório, isso varia das diretrizes curriculares de cada curso.

O processo de relação do estudante com a empresa deve atender alguns requisitos preliminares, estabelecidos em contrato, como: carga horária definida, bolsa, local de trabalho, funções a serem exercidas, prazo de entrega de relatórios etc.. Este contrato deve ser apresentado para a instituição de ensino do discente, para julgar o documento e assinar o acordo, pois ela estabelecem as normas para o estágio, segundo o Artigo 82 da Lei Nº 9.394/96.

Em geral, a prática de estágio é entendida como primeiro emprego, mas não é. Segundo o mesmo artigo, o estudante que está em supervisão não recebe salário, mas bolsa, ele não possui vínculo empregatício com a empresa na qual está trabalhando, além de ser assegurado contra qualquer acidente e cobertura prevista na legislação.

As empresas ou órgãos que estabelecem vínculos com as instituições de ensino devem oferecer as condições básicas para o aluno ter a condição de ter a vivência pedagógica-profissional na área em que deseja atuar. Este processo deve ocorrer para respeitar a natureza do estágio, que é um complemento para o ensino e a aprendizagem do aluno.

Para a pesquisadora Andréa Gomes Fonseca da Silva, o estágio é uma grande oportunidade de integração com o mundo do trabalho, no exercício das práticas, na vivência, participação de trabalhos em equipe , no convívio social em um ambiente de mercado. Todas essas relações promovem um desenvolvimento de habilidades e atitudes, na constituição de novos conhecimentos, decisões profissionais, que corroboram em uma autonomia intelectual do estudante, conforme a pesquisadora.

“O estágio deve ser sustentando uma política de educação profissional, na perspectiva do desenvolvimento de competências profissionais, caracterizado pela capacidade de enfrentar desafios imprevistos, não planejados, expresso pela capacidade de julgamento, decisão e intervenção diante do novo e do inusitado. O estágio é, essencialmente, um Ato Educativo”, afirma Andréa da Silva.

Por isso, o processo deve ser planejado, executado, acompanhado e avaliado, atendendo todos os programas definidos de cada instituição. No atual Projeto Pedagógico do Curso (PPC) do Curso de Comunicação Social Habilitação em Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o estágio não é obrigatório e não há um professor específico para orientar cada estágio. No novo plano pedagógico do mesmo curso, que entrará em vigor no ano letivo de 2017/1, o estágio será obrigatório e cada estudante terá um orientador para o processo, o que o torna muito mais rigoroso.

O coordenador do curso de Jornalismo da UFMT, José da Costa Marques, afirma que o estágio é permitido a partir do 6º semestre. Com o novo (PPC), se instituirá o estagio curricular e obrigatório, atendendo as novas diretrizes nacionais para o curso de Jornalismo. Com o novo regulamento, há um desafio para viabilizar oportunidade de estagio para todos, o mercado tem que ajudar a absorver todos os alunos e a instituição tem que elaborar um projeto para atender todos os alunos de forma homogênea, já que o estágio será obrigatório. 

O estudante Carlos Oliveira, estudante do 5° semestre de Publicidade da UFMT e também técnico administrativo do Departamento de Geografia, aponta que “o estágio é importante porque ele é a prática profissional. Nós aprendemos durante o curso muita teoria, porém o contato prático de tudo isso que a gente aprende se dá no estágio. No nosso caso, que é a Publicidade, tem um leque muito grande de atuação, e, nesse sentido, o estágio acaba contribuindo para que o aluno se encontre enquanto profissional. Ou seja, é lá no estágio que ele vai se encontrar com a área que ele mais gosta. Então, o estágio é muito importante dentro dessa formação profissional, inclusive até mesmo para o mercado, que vai receber um profissional que já conhece a pratica cotidiana, além da teoria”. 

A experiência do estágio é singular, depende de cada estudante, de cada empresa ou órgão em que o estudante irá atuar. Em todos os casos, o estudante acaba saindo com uma experiência a mais, para se tornar um bom profissional. Elisa Calvete, estudante de Radialismo da FCA do 8º semestre fala sobre a experiência do estágio:


Na mesma linha de pensamento, o aluno de Radialismo, Wilson Júnior, do 8º semestre, já passou pela experiencia do estágio e reforça a importância do contato com o mercado de trabalho:

Longevidade Saudável: UFMT promove melhorias na qualidade de vida de idosos

ALLAN PEREIRA
CAMILLA ZENI

Ficar em casa vendo TV, fazendo tricô e cuidando de netos? Faz tempo que essas não são as principais atividades dos idosos. Cada vez mais, as pessoas da melhor idade buscam manter-se ativas, com práticas esportivas e culturais ao ar livre.

A promoção da melhoria na qualidade de vida dos idosos é preocupação, também, do programa Longevidade Saudável, promovido pela Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que oferece diversas atividades relacionadas a arte e exercícios físicos.

O programa é uma iniciativa da Faculdade de Educação Física (FEF), que, até 2009, era restrito a servidores aposentados da UFMT. Em 2010, a coordenadora do Longevidade Saudável, Waléria Fett, ampliou as atividades para atender a comunidade externa, dando acesso a aulas de hidroginástica e musculação. Posteriormente, em 2013, a lista de atividades ofertadas quadruplicou, assim como o número de participantes, que já chegou a 400 idosos.

No vídeo abaixo, Waléria dá mais detalhes sobre o projeto, bem como as atividades desenvolvidas.



Dona Maria Gomes Serqueira, 80 anos, faz parte dos 13,7% da população com mais de 60 anos no país, conforme divulgado na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014 (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), e é uma das aposentadas que participam das atividades do programa.

Comerciante aposentada, há dois anos dona Maria participa das aulas do Coral da Terceira Idade. Depois que encerrou as atividades na empresa, ela conta que “estava ficando triste”, e que sentiu a necessidade de buscar “alguma coisa para fazer”. Como gostava de cantar procurou um grupo de canto para idosos. Segundo ela, o coral, além de beneficiar no aspecto físico, tornou a sua vida mais alegre e a deixou mais comunicativa.

A melhora no comportamento dos idosos também é sentida pela professora Maidi Dickmann, coordenadora do Coral. Confira no vídeo abaixo:

Fab Lab Cuiabá auxilia a desenvolver inovação e trabalho colaborativo na cidade

BARBARA MULLER

O campus Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) conta com um laboratório, cuja ideia é poder fabricar (quase) qualquer coisa. É o Fab Lab Cuiabá, instalado no bloco da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet). O laboratório é aberto à comunidade e conta com uma equipe disposta a discutir ideias e realizar projetos de várias áreas.

O laboratório está instalado na Faet. À esquerda da placa está a porta da sala utilizada.
O primeiro Fab Lab surgiu nos Estados Unidos, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), instituição que é referência mundial em tecnologia. Hoje são centenas de laboratórios espalhados pelo mundo. Cuiabá ganhou o seu Fab Lab por iniciativa de alunos do curso de Arquitetura da UFMT. Pedro Teodoro (22), estudante de Arquitetura e Urbanismo, Fab Maneger e fundador do Fab Lab Cuiabá, conta que discutia com seu professor, Maurício Oliveira, formas de repensar a arquitetura, abordando também as formas de produção. “Compreendíamos que hoje, ao passo que desenvolvemos projetos no computador, precisamos de uma indústria capaz de realizar o mesmo tipo de trabalho. A partir daí, conhecemos a fabricação digital. Com um pouco mais de pesquisa, conhecemos o projeto Fab Lab, onde, além de trabalhar fabricação digital, também conseguimos trabalhar com comunidades”, diz Pedro.

Aberto ao público, o laboratório é um ambiente em que o trabalho colaborativo é muito valorizado. Trocando conhecimentos com os membros, é possível desenvolver uma ideia e torná-la realidade. No Fab Lab Cuiabá, discutir e aprimorar um projeto não custa nada. Porém, se, ao executá-la, for preciso utilizar maquinário, cobra-se uma pequena taxa para cobrir os custos de manutenção. Isso acontece porque, apesar de estar instalado dentro da Universidade, o laboratório não tem apoio direto da instituição e os investimentos são custeados pela própria equipe. O laboratório oferece a oportunidade das pessoas de usarem várias máquinas e ferramentas industriais para executarem seus projetos. Mantendo contatos com parceiros, também fomenta a execução e construção de projetos mais elaborados, que demandariam equipamentos fora do alcance da maioria da população.

Pedro destaca que o Fab Lab tem repercutido positivamente na região quando o assunto é inovação. “Temos auxiliado empresas e setores convencionais da economia a entenderem como trabalhar de forma colaborativa e como realmente alcançar a inovação. Muito tem se falado sobre inovação, mas as pessoas não sabem bem o que é isso e o que significa”. A ideia é que a inovação ultrapasse as fronteiras de universidades empresas, e possa fazer parte do cotidiano das pessoas, auxiliando no desenvolvimento local. Quando um projeto é finalizado, ele é devidamente documentado e colocado à disposição de outros laboratórios da rede para que outras pessoas tenham acesso, consolidando o trabalho colaborativo também em nível nacional e internacional.

Um dos últimos projetos que contaram com o apoio do Fab Lab foi o do empreendedor Lauro Ojeda, que criou a máquina de bebidas Doose. A equipe e o ambiente propício à colaboração influenciaram para que ele escolhesse o Fab Lab como um local para concretizar o projeto. "O pessoal do Fab Lab tem muito expertise técnico para desenvolvimento de máquinas, além de ter tempo para desenvolver. Além disso, me identifico com os rapazes de lá porque também sou da filosofia maker", diz Lauro.

Quem quiser conhecer o laboratório, pode visitá-lo qualquer dia da semana. Os membros incentivam que os interessados entrem em contato pela página do FabLab no Facebook. Na página é possível acompanhar as atividades promovidas pelo laboratório, como cursos e opendays.