terça-feira, 4 de outubro de 2016

Projeto de Extensão une produção entre os cursos de Publicidade e Propaganda e Radialismo

LAURA RESENDE

Professores Muryllo Lorenzoni e Naiara Rocha com os alunos de
Publicidade e Propaganda e Radialismo
(Fotografia: Laura Resende)
O curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza o primeiro Festival do Minuto e Meio. O projeto de extensão aconteceu na última sexta-feira (30/9). Os alunos do sexto e sétimo semestres dos cursos de Publicidade e Propaganda e Radialismo, respectivamente, exibiram nove curtas que concorreram aos prêmios de: Melhor roteiro, melhor trilha sonora, melhor edição, melhor sete piece e melhor filme.  

O filme Roni ganhou o prêmio de melhor roteiro. O júri decidiu que A Sombra teve a melhor trilha sonora, edição e sete piece (sequência de cena). Já o título de melhor filme foi para Bergman (que tinha praticamente a mesma equipe do filme A Sombra).

O cartaz do filme A Sombra e os três troféus que recebeu
(Foto: Nathan Roberto)
As produções foram realizadas no decorrer do semestre, com a supervisão dos professores Aclyse Mattos (professor de Comunicação Social e diretor da Faculdade de Comunicação e Artes), Muryllo Lorensoni e Naiara Rocha. O júri foi composto por Helia Vannucci (coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda), Alessandro Flaviano de Souza (coordenador do curso de Radialismo), Marcelo Biss e Yuri Kopcak.

Marcelo Biss, profissional do ramo audiovisual, diz que a iniciativa de produção, ainda no âmbito acadêmico, é algo fundamental. E dá o recado aos participantes: “Eu vi que vocês ficaram preocupados com a qualidade de som. Gente, o que vocês fizeram é ótimo! Nós sabemos a realidade mato-grossense, imagina para universitários que provavelmente nem possuem equipamentos próprios”.

Nathan Roberto, 22, é um dos estudantes que participaram do projeto. Ele Estuda Publicidade e Propaganda e fala sobre o evento:


Ainda acrescenta que a participação foi muito gratificante. "Somente com a prática a gente consegue ver como são as coisas. Eu não sabia como posicionar o personagem, organizar o cenário etc. O que eu tinha estava apenas na teoria", relata. 

O professor Muryllo Lorenzoni enfatiza a importância da produção no meio acadêmico. "Nós precisamos incentivar isso. Os alunos precisam colocar a mão na massa. Esse foi só a 1ª edição no Festival. O objetivo é que ele vire algo grande", completa.

Galeria de Fotos:
Equipe dos filmes A Sombra e Bergman.
(Foto: Laura Resende)
Produtores de A Sombra e Bergman
(Foto: Laura Resende)
O troféu de Melhor Trilha Sonora foi para A Sombra.
(Foto: Laura Resende)

Preconceito com tatuagens, associada à criminalidade

JULIANA S. KOBAYASHI


Na sociedade atual, não é pouco o número de pessoas que consideram a tatuagem uma intervenção negativa, dificultando a aceitação e gerando preconceitos. Para muitos, elementos como tatuagem, grafite, skate, e piercing caracterizam uma tribo diferente, geralmente associados a uma cultura underground e à criminalidade. Isso se deve à própria história da tatuagem na cultura ocidental, que se expandiu através dos marinheiros em portos, que não eram bem vistos pela sociedade. 

Tiago Moriningo Bruemeller, psicólogo, coloca que ela surge como uma forma de comunicação através do corpo, um tipo de expressão artística. Ele também fala sobre a tatuagem e o preconceito, devido à associação com a criminalidade:


Roosevelt Luciano, 23, fez a primeira de suas três tatuagens assim que chegou à maioridade. Ele fala que todo seu estilo - roupas, tatuagens e brincos - acabou levando a diversas situações nas quais sofreu preconceito. Ele ressalta que, em sua maioria, foram situações ligadas à sua área de atuação, já que trabalha com piscicultura, e no campo das Agrárias as pessoas geralmente não são abertas a estilos diferentes. Confessa também que já se arrependeu em alguns momentos de ter feito suas tatuagens, devido ao preconceito. 

Contudo, conforme foi se especializando e desenvolvendo um trabalho de qualidade, ele passou a ser valorizado, independente de sua aparência e hoje não se importa mais com o preconceito sofrido.

Shayenne começou a tatuar devido à sua paixão
por desenho
(Foto: Juliana S. Kobayashi)
A tatuadora Shayenne Fontes Nogueira, 25, fez sua primeira tatuagem em 2012. Hoje, com 12 tatuagens de diferentes formatos e tamanhos, afirma que nunca sofreu preconceito pelas intervenções que tem, mas sim pela profissão de tatuadora. Muitas pessoas não enxergam o ato de fazer tatuagem como um emprego digno, e ficam surpresas quando ela conta que fez faculdade, mas optou por trabalhar nessa área.  

Entretanto, a situação é diferente com seus clientes, já que, em sua maioria, eles se preocupam em fazer os desenhos em lugares pouco visíveis, pois a maioria tem medo de, no futuro, passar por dificuldades de encontrar um emprego.

Sobre o preconceito com pessoas que possuem tatuagem, Shayenne conta que em seu trabalho já testemunhou diversas situações singulares. Uma de suas clientes sempre desejou fazer uma, mas o marido não permitia. Quando ela reuniu coragem o suficiente, fez a tatuagem contrariando o esposo, o que acabou levando ao fim do seu casamento. 

Além disso, é frequente jovens, que, apesar de serem maior de idade, fazem tatuagens em lugares escondidos para que os pais não vejam. Ela relata o caso de um jovem homossexual, que tatuou um símbolo que marcava sua orientação sexual, mas em um lugar pouco visível para que seus pais, que não sabiam da sua orientação, não tomassem conhecimento.

João participou de um concurso de tatuagem em 2013, no qual o
trabalho do seu tatuador foi premiado
(Foto: Jackson Tattoo)
João Alberto, autônomo, fez sua primeira tatuagem aos 24 anos e hoje, aos 31, já possui três desenhos que ocupam quase toda a superfície do lado direito do seu corpo. Ele disse que, desde pequeno, sempre gostou de desenhar e queria algo em sua pele. “Acho bonito e cada tatuagem tem um significado especial ou conta uma história, faz parte de algum momento da vida”, declara. 

Contudo, ele já passou por algumas situações constrangedoras por causa das modificações. João relata que, certo dia, indo jogar futebol, vestido de bermuda e regada, saiu do ônibus e uma senhora, ao olhar para ele, começou a fazer o sinal da cruz. Ele acha que o preconceito com as pessoas tatuadas, em toda sua origem, se deve à falta de informação.

Tiago diz que estamos passando por um processo de desconstrução da relação entre tatuagem e criminalidade. O psicólogo coloca que, olhando para o passado, podemos ver que o estigma com esse tipo de modificação corporal era maior. Ele acredita que, com o tempo, o preconceito existente irá diminuir. 

Hoje em dia ele percebe que a qualidade do trabalho, as cores, os temas diversos que expressam ideias, afetos, momentos da vida são mais comuns e cada vez menos associados a comportamentos inadequados, se consolidando como uma forma de comunicação e expressão pelo corpo.

Notícias relacionadas:

Festival de Hip Hop Contemporaneo

ELISANA SARTORI
MARIANE XAVIER
OCTÁVIO GAMA

No dia 18 de Agosto, a praça Alencastro foi palco do Festival de Hip Hop Contemporanêo. O evento foi organizado pelo coletivo Favelativa, e no dia 19 teve continuidade na praça do Jardim Vitória. A proposta foi agregar todos os elementos do Hip Hop em um evento aberto a todos interessados. Nesse dia, a praça Alencastro estava lotada, ao redor do palco, no contorno da fonte, no gramado.

(Foto Octavio Gama)
A escolha do local e da data foi proposital: levar o evento à tradição a qual os jovens tivessem acesso, sem precisar escolher entre o festival e os eventos tradicionais que já aconteciam na praça. A batalha de rima da Alencastro já completava sua 65ª edição no dia 18, e foi celebrada em grande estilo. A noite contou com a presença de rappers de vários cantos da cidade, apresentação dos grupos Pavio Curto, Familia THC e QG Gang, e artistas como Makahao, Pacha Ana e Elton Magrão.                   
                    
Duelo de Mc's na 65ª Batalha da alencastro
(Foto: Octavio Gama)
“A praça Alencastro sempre foi o centro histórico da periferia em Cuiabá. Antes mesmo das batalhas de rap, a galera ia lá para andar de skate”, comenta Weslley Gramelicki, empresário de marca de skate. Este encontro acontecia semanalmente, às quintas feiras, reunindo skatistas de toda a cidade, e com a chegada da batalha de rimas da Alencastro, agregou mais público a praça nesse dia.

Video: Rodrigo Donha

O Evento contou apresentação do grupo EDR- CREW de dança de rua, trazendo jovens que dedicam seu tempo ao Break Dance para mostrar seu talento.
Video: Octávio Gama

O Fechamento da noite ficou por conta da dupla de rappers do Parana, Quase Nada & Tripa Seca. Já passava das 23h, muitos já haviam pego a condução de volta para casa, mas aqueles que ficaram até o final puderam curtir o show e ver os painéis finalizados pelos grafiteiros que pintavam ao vivo.
Quase nada & Tripa seca no palco do festival
(Foto:Octávio Gama)
Se interessou pelas atividades culturais? Então não perca a oportunidade: o Evento Hip Hop Identidade Negra teve inicio ontem, dia 3, e seguirá até a próxima sexta-feira (7). Ele oferece oficinas de Mc, Dj, Graffiti e Break Dance, sem contar que os dias estão recheados de atrações culturais.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

TVU-UFMT e a migração para o digital

MARIANE XAVIER
(Foto: Mariane Xavier)
No ar desde 5 de maio de 1990, a TV Universitária da UFMT (TVU) migrará do formato analógico para o digital, com a previsão de ser implantado no final de 2017 ou início de 2018.

Nilo Bezerra, técnico da Universidade e gerente da TVU e rádio da UFMT, fala que “a mudança para TV digital é uma obrigação legal. Isso também leva as TVs públicas a se adaptarem a internet e celulares, novos meios de recepção permitidos à transmissão digital”. E continua: "A crise que atingiu a EBC afetou também o orçamento e a administração que gerencia a compra e aquisição dos equipamentos para a migração".


Roberto Rocha, assistente de administração da TVU, diz que os procedimentos para a mudança são muitos, desde a compra dos equipamentos à qualificação operacional, e que o Termo de requerimento (T.R.) de aquisição para o conversor de rádio e Tv da TVU , feito em 2015 pela UFMT, já foi executado.

Digitalizada, a TV Universitária passará a fazer parte do ambiente de convergência, podendo se conectar a qualquer outra plataforma digital. Será possível, inclusive, ser assistida a qualquer tempo, de qualquer lugar, com qualidade de melhor, ou seja, imagem sem 'chuviscos' e 'fantasmas' e som mais limpo.

Segundo o site oficial da TV Digital brasileira, o DTV, o sinal digital oferece muito mais que o sinal analógico e a modernização dá a possibilidade da interatividade e da multiprogramação.

Equipamentos TVU/UFMT
(Foto: Mariane Xavier)
Alessandro Flaviano, professor de Rádio e TV da UFMT, diz que além dos equipamentos novos para transmitir o sinal digital, as emissoras têm que se preocupar com os materiais de produção. Microfones, câmeras e ilhas de edição de boa qualidade são "indispensáveis para uma boa qualidade final. Não adianta ter uma transmissão excelente, se a produção não é eficiente".

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Outra questão levantada pelo professor é o fato do processo ser lento e caro. "No Brasil, foi escolhido o sistema japonês ISBB para a transmissão digital, e os investimentos são altos. Nem todas as emissoras conseguem pagar, principalmente as pequenas. Por isso, o prazo para essa migração se estende sempre".

A partir deste ano, deve acontecer gradativamente em todo o Brasil a mudança do sistema de transmissão da televisão analógica, aberta e gratuita, para o digital. A chamada "migração digital" seguirá o calendário determinado pela Portaria 378, de 22 de janeiro deste ano do Ministério das Comunicações.

O documento, que dispõe sobre a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre- SBTVD-T, esclarece também quanto à condição para o desligamento da transmissão analógica e ainda trata sobre o prazo limite de implantação do sinal digital.

Para receber o sinal no padrão digital, os telespectadores precisam ter receptores capazes de colocar na tela o novo sinal.

Para saber mais sobre a migração do sistema analógico para o sistema digital no Brasil, acesse www.dtv.org.br.

Festival Subiu difunde cultura da periferia

OCTÁVIO GAMA

No último domingo (25), foi realizado o Festival Subiu! no bairro do Quilombo, centro-norte de Cuiabá. O evento promoveu em sua 4ª edição atividades de lazer e da cultura de rua e foi aberto para toda a comunidade, contando com arte e esporte.

(Foto: Octávio Gama)
O Evento começou logo após o horário de almoço, e se  você acha que o sol de Hellcity (como a capital é citada em alguns cadernos de cultura locais) intimidou o público, está muito enganado. 

Às 13h30 teve inicio a 3ª Copa Subiu, no ginásio da praça Quilombo. Tanto os jogos de times masculinos quanto femininos aconteceram até o anoitecer. Nas quadras esportivas que cercam o ginásio, era possível ouvir o rolamento de skates  subindo os minihamp’s, saltando obstáculos, e acidentes de queda no asfalto quente. Vizinho aos skatistas, na quadra ao lado, cadeirantes competiam nos jogos de basquete três contra três. 

Larissa Silva, 16, voluntária na ONG Equoterapia Nativa e irmã de cadeirante, comenta que os cadeirantes têm pouco reconhecimento por parte do município e que propostas como esta trazem visibilidade e diálogo sobre o assunto, embora o evento não tivesse a estrutura adequada. Relata que “eles [os cadeirantes] ficavam limitados a ficar na quadra, no campo e perto das comidas. Era difícil eles entrarem no ginásio”, onde estavam localizados os banheiros.

(Foto: Festival Subiu!)
Além de esporte, o evento contava também com música. O palco ficava localizado no coração do festival. Perto das trilhas de motocross e das paredes onde víamos os grafiteiros em ação, era possível ouvir as batidas das fanfarras e dos beats do rap. Durante a tarde teve a final da Batalha de Mc’s da Alencastro e apresentação de três atléticas universitárias tocando bateria e oito bandas representando a cena do rap, reggae e samba, contando com grupos como QG Gang, Salomanos e Deserois.


Modesto Alves, produtor de eventos culturais no meio underground, descreve a participação do rap no evento. “O rap é muito impregnado no underground das cidades, nas favelas e tal. É um jeito que eles tiveram para se expressar, conscientizar a galera da sociedade”. Para ele, o festival tem um cunho elitizado, mas o rap ganhou espaço e tem que participar.

Sua opinião está em sintonia com o ponto de vista de Weslley Gramelicki, empresário da marca de uma marca de skate. Para Weslley, o rap faz parte de um todo, junto do skate, do grafiti, do basquete e da dança de rua, quando se trata de expressão da periferia. Ele vê como uma forma de protesto a ocupação de espaços públicos para manifestação cultural. “É assim que a periferia mostra sua força”, ressalta.

Chega a 23% o número de indecisos em Cuiabá

ANA ALBUQUERQUE
Dezenas de santinhos são jogados fora todos os dias, e o numero de indecisos só aumenta
(Foto: Ana Albuquerque)
A população cuiabana está a menos de uma semana para eleger o prefeito e os vereadores da capital, e a indecisão por parte da população é grande. Pesquisa feita no início do mês (02/09) aponta que aproximadamente 134 mil cuiabanos não sabem em quem votar.

Segundo Jessica Fontenele, estudante de Jornalismo, esta será a segunda vez que vai votar. “Eu ainda não tenho candidato definido, já era para ter”. Muitos cuiabanos se encontram na mesma posição que Jessica: eles estão indecisos sobre quem irão eleger.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (Ibope) aponta que o número de pessoas indecisas é de 23%, em Cuiabá. A pesquisa mostra que os candidatos terão que brigar pelos votos dos indecisos.

O percentual de indecisos dá a cada um dos seis candidatos a chance de se eleger, sendo o primeiro colocado o Procurador Mauro (PSol), com 24% da intenção de voto, e o último colocado Renato Santtana (Rede), com 1%.

O estudante Carlos Celestino, 23, diz nunca ter votado e também não irá este ano. Afirma não ter candidato definido, e, apesar de ver algumas propostas interessantes, não se sente capaz de opinar sobre o assunto.

O número de indecisos vem crescendo a cada eleição no país. Em Cuiabá, foram contados para formar o percentual de 23%, a soma dos votos brancos ou nulos (14%) e daqueles que não souberam ou não responderam (9%).

                                                                   Servidora pública Lairce Campos, 42 anos
                                                                               (Vídeo: Ana Albuquerque)

SAIBA MAIS

Grupo de pesquisa do FCA auxilia o crescimento profissional dos acadêmicos

BEATRIZ DOS SANTOS

         
    A pesquisa científica, mesmo em menor número, está também presente nas universidades. No Brasil, entretanto, só a vimos, geralmente, em universidades públicas.

Para os alunos que participam desses grupos, é nítido o crescimento pessoal, intelectual e de proximidade com a área em que irão se profissionalizar. O mercado de trabalho está exigindo cada vez mais do profissional que não basta ter apenas conhecimentos teóricos. Ele deve ter também a realização de uma prática que busca a produção de novas ideais e conhecimentos.
(Foto:Beatriz Alves)
Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) há vários grupos de pesquisas. Na Faculdade de Comunicação em Artes (FCA), o que mais possui alunos da graduação em suas produções é o grupo que trabalha a interface da escola com a comunicação, o Educomunicação. Monique Flogliatto, aluna do 5º semestre de Jornalismo, está no grupo há dois anos e afirma que a experiência da pesquisa só lhe trouxe ganhos, não só por envolvê-la com a teoria e a prática, como proporciona participar de eventos importantes como o Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) 2016. “Além disso, no projeto conhecemos mais coisas do que vemos nas disciplinas do curso”.


Bárbara Muller de Paula, estudante do 7º semestre, participa do grupo de pesquisa há três anos e, para ela, estar nele proporciona ao aluno a chance de aprofundar sua convivência com sua futura área de atuação, de forma diferenciada . “Participar do Intercom foi uma dessas oportunidades, pois nele convivi com outros pesquisadores. Nos eventos de pesquisas, você acaba conhecendo estudos que mostram que, ao contrário do que muitos afirmam, o curso de Jornalismo não morreu. Ele, como as outras áreas da Comunicação, está com altas produções, que só somam o crescimento dos estudos da área”.
     Segundo o professor Benedito Dielcio Moreira, coordenador do projeto Educomunicação, o grupo de estudos iniciou-se em 2011 e a cada ano ele se renova, mas segue uma sequência. Atualmente há cinco professores, 22 alunos da graduação e quatro da pós-graduação, que concentram seus trabalhos de pesquisas em 10 escolas, entre a zona rural e urbana. O projeto já trabalhou também em comunidades do Pantanal, Nossa Senhora do Livramento e no bairro Canjica, em Cuiabá. O projeto também desenvolve uma plataforma, que possui o site no modelo WIKI e um aplicativo responsável por enviar o conteúdo das produções para o site. 


    Mesmo havendo grupos com pesquisas interessantes como este, vale ressaltar que o Brasilde acordo com site do Senado, só está acima de países como México e Argentina, ficando muito distante de China e Coréia do Sul, por exemplo, que lideram o ranking.

8º livro da saga Harry Potter chega às livrarias em outubro

Novo livro já está em pré-venda em todo país. Os interessados compram e, assim que for lançado, as empresas mandam para quem já adquiriu.

JULIANA KOBAYASHI
LAURA RESENDE


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No dia 31 de outubro será lançada oficialmente no Brasil, pela Editora Rocco, a continuação da saga do bruxo mais famoso do nosso tempo, intitulada “Harry Potter e a criança amaldiçoada” (Harry Potter and theCursedChild). O oitavo livro será dividido em dois volumes, e conta a vida de Harry como adulto. Ele teve sua origem em uma peça de teatro escrita pela autora, em conjunto com Jack Thorne e John Tiffany. 

A obra está em pré-venda desde o dia 16 de agosto, em formato de brochura e capa dura, com valores entre R$49,50 e R$69,50. A Fnac divulgou que essa reserva antecipada do livro já superou em 50% o recorde anterior, que pertencia ao sétimo volume da mesma série, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. "Criança amaldiçoada" teve seu lançamento mundial no final de julho, e a Editora Little Brown Book Group anunciou a venda de mais de 680 mil cópias apenas nos três primeiros dias do lançamento.

Ana Flávia, 21, estuda Moda em Cianorte, pela Universidade de Maringá (UEM), e teve seu primeiro contato com os livros depois de ver os filmes. A fã conta que ainda não leu nada sobre o novo lançamento, pois não quer criar expectativas. Assim “vou ler sem fazer nenhum julgamento prévio”, diz.

Eduardo Geraldis, 23, conheceu a saga por acaso. O filme estava passando na casa do tio dele, e resolveu assistir. Gostou muito, procurou os livros, leu e se tornou fã. O estudante de Publicidade pela Universidade de Cuiabá conta sua expectativa:

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Larissa Klein, jornalista, conheceu a saga por um vizinho que a incentivou a ler. Em apenas dois dias, ela devorou o primeiro livro, se tornou fã e acabou crescendo junto com Harry Potter e seus amigos, que tinham quase a sua idade. Essa série foi um grande incentivador de leitura para Larissa, por ser uma das primeiras voltadas ao público jovem com grande repercussão. A paixão por livro também a levou a fazer novas amizades e, inclusive, montar um clube do livro, intitulado “Meg’s Army Book Club”, sendo o “Army” uma referência à “Armada Dumbledore” da saga.

Larissa tem todos os livros, filmes, chaveiros, pôsteres e vários outros objetos relacionados à série. Em setembro, ela espera poder viajar para Orlando e conhecer o parque da Disney do Harry Potter. Ela não comprou o novo livro, pois algumas vezes a entrega atrasa e acaba sendo mais rápido comprar na livraria física. “Não vejo a hora de rever aqueles personagens queridos que acompanhei por tanto tempo nos livros e na tela do cinema. Sempre que termina um livro a gente se pega imaginando o que aconteceu com eles, e agora vamos poder saber”, declara.

Capa do novo livro "A criança Amaldiçoada" da saga Harry Potter.
Imagem: Divulgação Editora Rocco
No último livro da autora, o trio Harry, Rony e Hermione estava na plataforma 3/4 se despedindo de seus filhos a caminho da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Essa cena se passava 19 anos depois da batalha contra Voldemort, e é desse ponto que o novo livro retoma. 

Harry é adulto, autor, casado com Gina e pai de três filhos. O foco do livro será no seu filho do meio, Alvo, que tem uma relação ruim com Harry, se sente distante do pai e reprimido pelos colegas. Ele acaba entrando em uma aventura onde decide usar um vira tempo para mudar o passado e acaba mudando também o futuro.

A autora declarou que esse será o último livro da série. 


Livros já lançados da saga
(Foto: Laura Resende)
Livros do Eduardo Geraldis, da saga Harry Potter
(Foto: Laura Resende)
Onde encontrar a pré-venda:


Edição capa dura: Livraria Curitiba, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Amazon, Fnac, Livraria da Folha e Extra.

Alunos denunciam a qualidade da água a ser consumida na UFMT

ANA ALBUQUERQUE
BEATRIZ ALVES
Bebedouro com torneiras quebradas, e coletador de água serve de apoio para os gatos lamberem as torneiras
(Foto: Beatriz Alves)
Além do espaço compartilhado entre estudantes e gatos, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresenta outro problema, que é a qualidade da água fornecida aos alunos, técnicos e docentes.
A aluna Jessica Carneiro, do 4º semestre de Radialismo, diz ter sido contaminada pela água fornecida pelos bebedouros da UFMT. Segundo a estudante, logo no primeiro semestre ela foi diagnosticada com cisto de parasita, devido à água contaminada da Universidade.

(Foto: Ana Albuquerque)
O serviço de manutenção dos bebedouros da UFMT também deixa a desejar. Segundo Julieth Sousa, chefe de secretaria da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) e responsável pelos reparos dos bebedouros, no último dia 6 foi encaminhado à Prefeitura do campus um pedido de limpeza, conserto de vazamento e a troca de duas torneiras, porém ainda sem retorno.
O engenheiro sanitário Marcio Braga diz que a periodicidade da manutenção deveria ser de, no máximo, três meses e que já foram encontrados na água coliformes fecais. Segundo Braga, a presença dos gatos potencializa o perigo, já que transmitem a toxoplasmose e são vistos lambendo as torneiras dos bebedouros.
A aluna Juliana Kobayashi está há quase três anos na instituição e não consome a água do local por prevenção a sua  saúde.


Já Otávio Gama, mesmo sabendo sobre os rumores a respeito da água, consome o líquido sem ressalvas.


Saiba Mais:

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Falta de acessibilidade na Universidade Federal de Mato Grosso

ANA FLÁVIA ALBUQUERQUE
BEATRIZ ALVES

A falta de estrutura na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) prejudica a acessibilidade dos alunos e aumenta os riscos de acidentes. Portas são amarradas por barbantes ou fechadas por pedaços de madeira. A estrutura antiga também faz com que a água retorne de alguns ralos do Instituto de Linguagens (IL).

A UFMT possui entradas de cadeirantes e elevador no Instituto de Educação (IE) e IL que ficam trancados com cadeados, tendo quatro rampas que ligam os três andares dos Institutos. IL e IE são dos blocos da Universidade que possuem melhor acessibilidade.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 1/4 da população brasileira tem necessidades especiais, contabilizando 45,6 milhões de pessoas nessa situação. O Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) realizou pesquisa em 2010, na qual 77% da população com necessidades especiais se sentem privados do direito de ir e vir pela falta de acessibilidade.

Na UFMT não é diferente. A estudante Karina Cabral diz que em seus cinco anos na faculdade nunca viu o elevador de seu bloco aberto. Sobre a abertura do portão para pessoas com necessidades especiais, a aluna Joana Ferreira diz que o cadeado está sempre lá, e só é aberto quando o guarda do Instituto é chamado por outro estudante.

Galeria de fotos: Dependências da UFMT (Fotos: Ana Flávia e Beatriz Alves)


     
   
O segurança Durval Peixoto afirma que os portões são trancados por questões de segurança e que para a entrada de cadeirantes é necessário que os estudantes o contactem para que o portão seja aberto. Há 40 anos na instituição, Durval reclama sobre a quantidade de lugares que apenas um guarda deve cobrir. No caso dele, é um Instituto com quatro entradas e três andares.


Saiba Mais:
http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/05/deficientes-reclamam-de-falta-de-acessibilidade-em-cidades-de-goias.html
http://www.deficienteciente.com.br/tag/censo-ibge
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2010/12/no-brasil-77-dos-portadores-de-necessidades-especiais-se-sentem-desrespeitados-3141721.html
https://www.youtube.com/watch?v=bvE2zVFhgUk

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Usuários reclamam de falhas na mobilidade urbana de Cuiabá

JULIANA KOBAYASHI
LAURA RESENDE

Em avenidas movimentadas, pedestres precisam caminhar mais do que o necessário para encontrar uma faixa e atravessar com segurança.

Obras próximas ao Viaduto da UFMT ainda não finalizadas
[Foto: Juliana Kobayashi]
A mobilidade na cidade de Cuiabá se define principalmente pelos meios de transportes individuais, coletivos e via pedestre. Essas modalidades não são exclusivas: aqueles que circulam com um veículo próprio também utilizam ônibus ou andam a pé. Apesar da variedade de possibilidades de trafegar pela cidade, percebemos que há insatisfação entre os usuários dos diferentes meios.


Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cuiabá tem uma frota de mais de 192 mil automóveis e 101 mil motocicletas e motonetas. Somados, temos mais de 293 mil veículos individuais. Ainda de acordo com o IBGE, em Cuiabá há uma população de mais de 580 mil habitantes. Ou seja, em média, metade possui transporte próprio.

A jornalista Larissa Klein, 28, afirma que optou pelo carro ao transporte coletivo devido à facilidade de se locomover, além do conforto, já que os ônibus na capital geralmente são lotados e abafados. Entretanto, o transporte individual tem seus pontos negativos, entre os quais Klein cita o tráfego em horário de pico e os maus motoristas, que desrespeitam constantemente as leis de trânsito.

A arquiteta Maria Lívia Resende Souza afirma que Cuiabá ainda tem muito o que melhorar. “Morei na capital enquanto fazia faculdade e eu sinto que não há muito planejamento urbanístico para quem não tem veículo próprio”. Ela relata que há falta de arborização e qualidade nos meios de transportes.


Ponto de ônibus da UFMT no período da manhã
[Foto: Laura Resende]
Dentre aqueles que possuem transporte individual, uma parcela ainda faz uso de transporte coletivo. Na capital, a única opção para os que optam por esse tipo de locomoção são os ônibus. De acordo com a assessoria de imprensa da Associação Mato-Grossense de Transportes Urbanos (AMTU), mais de 300 mil pessoas utilizam ônibus na capital. Contudo, as empresas que atendem Cuiabá contabilizam apenas 360 veículos para atender a demanda.

“Temos ônibus novos agora, mas isso precisa ser só o começo. Não dá pra andar sem ar-condicionado em Cuiabá. Sem falar na qualidade do transporte: volta e meia tem algum acidente por má manutenção”, acrescenta a arquiteta.

Independentemente se uma pessoa faz uso de carro, ônibus, motocicleta ou motoneta, existe um papel que todos eles assumem na mobilidade urbana: o de pedestre. Essa é uma das figuras menos contempladas na mobilidade de nossa cidade. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), todas as calçadas devem ter uma largura mínima de 1,2 metro.

Calçada da Av. Fernando Corrêa da Costa obstruída por lixo. 
[Foto: Laura Resende]
Elas também precisam estar livres de obstáculos, como postes, telefones públicos, ambulantes, lixeiras, entulhos e veículos, não podendo haver assim quaisquer irregularidades e degraus que dificultem a circulação. As calçadas devem ter rampas de acesso para cadeirantes, iluminação, sinalização adequada e paisagismo para adequação e conforto.

João Alberto da Silva, autônomo, 31, circula regularmente pelo centro da cidade e não vê essas normas serem cumpridas. Segundo ele, as calçadas são pequenas e sem iluminação. Entre os problemas, ele destaca a dificuldade de circulação, pois carros e motos utilizam o espaço como estacionamento. João também ressalta que não há faixas de pedestres ou passarelas para que eles transitem entre as ruas e que, quando existem, não são respeitadas pelos motoristas.
Galeria de Fotos:
Trânsito na Av. Fernando Corrêa pela manhã
[Foto: Laura Resende]
Pedestre atravessando fora da faixa.
[Foto: Laura Resende]
Motos na calçada do Banco do Brasil.
[Foto: Laura Resende]