quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Após a morte de Eduardo Campos, as pesquisas mostram um novo cenário

Sérvulo Neuberger

Com média de 14 entrevistados por cidade, o resultado da pesquisa eleitoral para presidente revela crescimento de cerca de 20% de intenções de votos da antiga candidatura de Eduardo Campos para a postulante Marina Silva. A pesquisa mostra uma aceitação em relação à candidata, que foi a terceira colocada nas eleições de 2010, e também a possibilidade de vitória em um segundo turno disputado contra Dilma. Para Vinicius, aluno de Comunicação Social, a pesquisa não demonstra a realidade política.

Vinicius estuda na UFMT e é militante da UJS (União da Juventude Socialista)

Em época de eleição muitos assuntos são relembrados e trazidos para ordem do dia, como as questões sociais. A saúde, educação e segurança parecem ser os mais lembrados pelos eleitores. Para Glória Regina, administradora da Cantina do IE, a candidata Marina Silva vence no 1º turno.

Glória Regina é administradora da Cantina do IE

A política aparece muito mais superficialmente em época de eleição. Enquanto alguns detêm um maior tempo de campanha nas mídias de grande circulação, outros são restringidos pelo pouco tempo de propaganda eleitoral. Porém, pode ficar a impressão de que todos estão propondo a mesma coisa, seja saúde, educação, segurança, etc. 

Existe uma polarização politica em que os meios para realização perpassam na disputa pelo poder do estado democrático brasileiro. O(A) próximo(a) mandatário(a) terá que dar continuidade a um projeto político em andamento no Brasil. Logo, "a carne nova é comida com os velhos garfos [Bertolt Brecht]. Para Tinho Costa Marques, professor e coordenador de Jornalismo da UFMT, há uma migração de apoio à candidatura de Marina, também por causa da campanha de 2010.




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O que melhorou e pode melhorar na política

Luiz Henrique

Desde a primeira vez que os brasileiros escolheram seus representantes, em 1532, muita coisa mudou. Com a independência do Brasil de Portugal, foi organizada a primeira legislação eleitoral brasileira: os cidadãos podiam votar e escolher representantes. O sistema era passível de erros, corrupção e fraudes porque não existia o título de eleitor.

O Brasil tem 142,4 milhões de eleitores. Mais da metade são mulheres (52,13%). 
A minoria tem ensino superior e a maioria dos aptos a votar tem entre 45 e 59 anos (Fonte: www.tse.jus.br).
Em 1881, através da Lei Saraiva, o documento foi instituído, porém não fez grande diferença no início, até porque não havia a foto dos eleitores. Alguns anos depois, logo após a proclamação da República, os analfabetos, mendigos, menores de 21 anos, mulheres, soldados rasos, indígenas e membros do clero estavam proibidos de votar. Nessa época, o voto não era direito de todos.


A participação dessa parcela da sociedade agora tem seus direitos assegurados, como Elisa, estudante de Rádio e TV da UFMT.


Hoje a história é diferente. Há mais acessibilidade aos brasileiros e liberdade para o voto. A participação na política teve um aumento, ainda que isso seja um ponto a ser melhorado. “A política trouxe melhorias”, diz Aline Arruda, estudante de Controle de Obras do IFMT. Ela garante que vive algumas dessas melhorias, como os benefícios aos estudantes, que não têm condições financeiras, na hora de fazer uma faculdade. “O passe livre é uma conquista da política e muito importante para os alunos”. Mas lembra de áreas que carecem de melhorias, como a educação nas escolas públicas. “É preciso melhorar o salário dos professores e as escolas estaduais e municipais”.

Aline acredita que a politica voltada para o social teve, sim, melhorias consideráveis.
Além do social, Aline lembra que o processo burocrático no país é precário. "Minha mãe tem um processo na justiça já faz 8 anos, e ainda não tem resultado".

Em 2014, a população brasileira [maiores de 16 anos] elege deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. O 1° turno ocorre em 5 de outubro, enquanto o 2°, nos lugares em que houver necessidade, acontece dia 26 do mesmo mês. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Candidatos religiosos impedem o debate sobre ampliação de direitos em períodos eleitorais

Odair de Morais e Sérvulo Neuberger

O pastor Marco Feliciano, do Partido Socialista Cristão (PSC), é novamente candidato à Câmara dos Deputados. (Foto: Givaldo Barbosa/Extra)

O aumento do número de candidatos pastores é gritante. Em relação à eleição ocorrida em 2010, o número de pastores que se candidataram aumentou 70%. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 276 candidatos inseriram o termo pastor à sua identificação na disputa a deputado estadual ou federal, na campanha política deste ano.

Outra marca no país onde os fiéis representam 22% da população, de acordo com o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Pastor Everaldo, do Partido Socialista Cristão (PSC), é o primeiro candidato à Presidência da República a acrescentar o vocábulo “pastor” ao nome. Conforme dados divulgados pelo Ibope dias antes da morte de Eduardo Campos (PSB), ocorrida na semana passada (dia 13), o líder da Igreja Assembleia de Deus figurava na quarta colocação na disputa presidencial com 3% das intenções de voto (com e sem Campos).


Na disputa presidencial, a tendência é que os candidatos busquem não desagradar os evangélicos no primeiro turno. Assim, o debate sobre temas polêmicos, como o direito ao aborto ou a união homoafetiva, deixam de ser abordados pelos candidatos à Presidência da República que aparecem nas pesquisas com número mais expressivo de votos. Em Mato Grosso, os candidatos ao Governo do Estado creem na conquista do voto dos evangélicos

A Psicologia Social explica que os indivíduos são socialmente influenciáveis. Sendo assim, a concepção humana de mundo está vinculada à linguagem e aos valores assimilados. Para o acadêmico do 4º ano do curso de Psicologia, Hugo Perez, "por mais que não estejam declarados, os valores religiosos têm implicações na vida política do candidato”.

Íntegra da entrevista

Maria Helena Góes Campelo atualmente ocupa o cargo de Chefe do Departamento do curso de Serviço Social. Como Campelo é professora da disciplina de Ética no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), fizemos a ela o seguinte questionamento: “Quando um religioso se candidata e traz para o campo político os seus valores morais, ele consegue fazer a distinção entre moral e ética ou ele simplesmente chama de ética aquilo que na verdade não passa de seus valores morais?”


Intersindical articula reunião contra a criminalização aos que lutam.

Sérvulo Neuberger

Na próxima segunda-feira, 25, às 19 horas, na ADUFMAT (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso), acontece uma reunião sobre a criminalização dos movimentos sindicais, populares e estudantis. 

As manifestações não começaram em junho do ano passado, nem as perseguições políticas que, inclusive, têm antecedentes na nossa história. Às vezes mais expostas, como na época da ditadura. Às vezes mais veladas, como no atual Estado Democrático de Direito. 

Em Cuiabá, a história não é diferente. Jelder Pompeo ressalta que, desde sua participação no Comitê de Luta pelo Transporte Público, em 2005, a repressão acontecia, assim como as prisões.

Jelder Pompeo é técnico em assuntos sociais no IFMT.
Já o assédio moral no trabalho acontece há mais tempo do que pensamos. Porém, não há uma lei específica, podendo ser julgado por conduta prevista no Artigo 483 da CLT. Alguns Estados procuram sua própria regulamentação, como o caso de Pernambuco e algumas cidades de São Paulo. 
No entanto, esses casos de assédio moral e perseguição política não são fatores isolados de uma ou outra categoria, de um setor ou outro de trabalho. Alexandre Aragão pontua a necessidade de uma articulação que seja capaz de responder a esses ataques:

Alexandre Aragão é trabalhador dos correios e dirigente sindical do SINTECT-MT.

A defesa de melhores condições de trabalho e salário é um dos direitos constitucionais do cidadão. O assédio moral e as perseguições políticas, por vezes, são assimilados pelos trabalhadores e geram uma condição de reclusão e adoecimento. Um dos modos de pressionar o trabalhador para que produza mais, em menos tempo e em condições cada vez piores de trabalho são as consecutivas suspensões ou processos administrativos. Nos casos de reincidência, cabe a demissão.

Leandro Bernardino é trabalhador do DETRAN.

Devido a essas e demais perseguições nos locais de trabalho, a Intersindical propõe que é necessário a classe trabalhadora se organizar em defesa de seus direitos. A ideia é unir os que se contrapõem às ações que criminalizam a luta por melhores condições de vida.

Rodrigo Silva é militante da Intersindical.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estudantes e o transporte coletivo em Cuiabá

                                                                                              Caio Pimenta e Luiz Henrique

Segundo dados da Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU), a frota de veículos disponíveis em Cuiabá e Várzea Grande é de 550 veículos. A Prefeitura da capital, por intermédio de concessão, repassou a quatro empresas [Norte Sul Transportes, Pantanal Transportes, União Transporte e Integração Transportes] o direito de operar esse serviço público. Em Cuiabá, 280 mil pessoas utilizam esse meio de transporte diariamente, pagando tarifa de R$ 2,80.



Muitos usuários do transporte coletivo são estudantes. Em 2001, a lei do “Passe Livre”, sancionada pelo então prefeito Roberto França, trouxe benefícios para os estudantes. Para ter direito ao passe livre, o aluno precisa morar, no mínimo, a dois quilometro da sua unidade escolar. De lá pra cá muitas coisas mudaram, como a implementação da bilhetagem eletrônica a partir de 2005, com objetivo de propiciar maior segurança dentro dos ônibus.

Em relatório divulgado no ano de 2013 pela MTU, aproximadamente 50 mil estudantes utilizam o benefício do passe livre. Destes, cerca de 22 mil são estudantes da rede estadual; 21 mil estudantes da rede privada; três mil da rede municipal e 1.161 alunos de instituições federais.


Em Várzea Grande, cidade da região metropolitana de Cuiabá, não há passe livre como na capital. É concedida uma redução de 50% no valor da passagem, e o usuário arca com o restante. A passagem cheia em Várzea Grande é de R$ 2,85. Sara Espírito Santo, 19, é estudante de Publicidade na Universidade Federal de Mato Grosso. Usuária do transporte coletivo, ela afirma que é comum realizar o percurso em pé por estar frequentemente lotado.


Edyeverson Hilário, de 21 anos, é estudante de Jornalismo e também mora em Várzea Grande. Ele reclama das condições de conservação dos veículos e do tempo que leva para chegar à universidade.


Muitos veículos que rodam na capital mato-grossense são antigos e mal conservados. São poucos os ônibus com ar condicionado [ao longo do ano, nas manhãs e tardes, as temperaturas ficam acima dos 30°C]. Muitos carros também são apertados, sem espaço suficiente para movimentação dos passageiros.

Outro problema apontado pelos usuários é o baixo número de veículos nas diversas linhas existentes, o que, consequentemente, deixa os coletivos lotados em horários de pico. Bruno, estudante de Medicina Veterinária na UFMT, aponta os problemas que enfrenta no dia a dia com o transporte público.


Outra alternativa: o VLT
Com a vinda de um grande evento esportivo em Cuiabá, a Copa do Mundo, lançou-se a construção de um novo modelo de transporte, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Ele teria dois eixos, passando por Várzea Grande e Cuiabá. De acordo com o projeto, nos trechos com trilhos não haveria mais circulação de ônibus. Com isso, muitos alunos da UFMT seriam afetados pela alteração, já que o VLT passa em frente à universidade.


Construção do VLT na Avenida João Ponce, em Várzea Grande. A obra foi orçada em 1,47 bilhão
(Foto de Edson Rodrigues/Secopa - Publicada em www.g1.globo.com/mato-grosso)
O problema agora é a finalização das obras do VLT, que no planejamento original ficaria pronto no ano de 2013. O prazo foi prorrogado para maio de 2014, e também não foi cumprido. A previsão agora é para o ano de 2015, mas não foi definida uma data.

Os percalços entre os sonhos e as realidades da Comunicação Social

Calouros e veteranos falam das expectativas quanto ao curso e ao mercado de trabalho

Érika Oliveira, Olímpio Vasconcelos, Patrícia Helena Dorileo

Um misto de ansiedade e sonhos toma conta dos alunos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Calouros e veteranos, apesar de terem conhecimentos diferentes em relação à profissão e saberem que há dificuldades nos caminhos a serem percorridos, têm uma paixão que supera essas nuances.

Alunos de Comunicação Social no saguão do Instituto de Linguagens
Entre o primeiro semestre da faculdade e o último, muitas realidades vão aparecendo aos estudantes. As profissões de jornalista, radialista e publicitário têm obstáculos que não são desconhecidos por nenhum estudante, mas os novatos têm expectativas diversas em relação ao curso.


Guilherme Teodoro e Maria Clara Cabral acabaram de ingressar no curso de Jornalismo e esperam que o aprendizado seja completo.


Também cursando o primeiro semestre, Ana Flávia Corrêa desde criança sonhou com o Jornalismo. Diz que sempre escuta os colegas mais experientes falarem sobre problemas estruturais e falta de professores no curso, mas não desanima. “Independentemente de qualquer dificuldade, tenho a intenção de continuar até o fim”.

Busca por melhorias


O Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS) entende as dificuldades que os estudantes enfrentam durante os quatro anos de graduação. Pensando nisso, a atual gestão, Desamarra, promove discussões com discentes e docentes para solucionar tais problemas. Recentemente, houve uma reunião com a presença de alunos e professores de Jornalismo, a fim de constatar quais são as reivindicações. 

Para amenizar as deficiências, professores foram e continuam sendo contratados pela instituição e obras de infraestrutura são realizadas.  

A visão do formando
O curso de Comunicação Social permite reflexões teóricas que apenas as salas de aula proporcionam. Esta é a opinião da estudante do 7º semestre de Jornalismo, Fernanda Loyd, que já havia passado pelo curso de Publicidade e Propaganda na UNIPAR (Universidade do Paraná) e trabalhado em diversos veículos de comunicação. Ela acredita que “a passagem pela faculdade é imprescindível, pois incentiva discussões, tornando o aluno mais crítico, além de tirar vícios que o mercado de trabalho impõe”.

Próximo à formatura, estudantes passam mais tempo na Universidade 
Fernanda tem uma convicção: “O mercado é cruel em todo lugar. Mesmo sem a exigência do diploma de jornalista e o mercado nivelando os profissionais por baixo, o certificado é valorizado em qualquer veículo de comunicação”.

Há estudantes que notaram as necessidades que o mercado cuiabano apresenta, e resolveram investir no próprio negócio. É o caso de Lumara Dalva, que está na reta final do curso de Rádio e TV da UFMT. Já formada em Publicidade e Propaganda, abriu a Lêmure, sua agência de marketing.

Os alunos enxergam a Universidade como um espaço para troca de experiências entre eles próprios e com os professores, visto que conhecem o mercado e podem ensinar com seus erros e acertos.

Link relacionado

A Copa do Pantanal: Legados do Mundial para a capital mato-grossense

Desirêe Galvão, Gabriela Poletto, Isabela Mercuri

A Copa do Mundo de Futebol acabou no dia 13 de julho e a maioria dos turistas já foi embora. Em Cuiabá, os legados são, principalmente, obras inacabadas. Foram vinte e três planos para melhoria da mobilidade urbana na capital, incluindo alargamento e duplicação de vias, e cerca de R$3 bilhões de reais investidos, mas até agora os benefícios prometidos não chegaram à população.

Ivana Fernandes mora no Santa Terezinha (bairro localizado perto da saída da cidade para Santo Antônio do Leverger) e vem duas vezes por semana à Universidade Federal de Mato Grosso trazer sua filha para aulas de ginástica artística. Ela diz que a Copa não promoveu melhorias: “O saldo seria positivo se as obras fossem finalizadas e o VLT estivesse funcionando”.

O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) funcionaria como um metrô de superfície, e deveria ligar o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, aos bairros do CPA e à área do Coxipó até o Centro, com 33 estações. O prazo para que o veículo começasse a funcionar era março de 2014, e o valor inicial foi de 1,47 bilhão. Veja no vídeo um dos trechos onde o VLT já deveria estar passando:


Centros de Treinamento Oficiais (COT)
No início dos planejamentos, a intenção era construir quatro COT's em Cuiabá: um na UFMT, um no Estádio Dutrinha, um na Morada do Ouro e um em Várzea Grande, na região da Barra do Pari. No entanto, dois projetos foram interrompidos (Dutrinha e Morada do Ouro) e um não foi usado na Copa (Pari). Já o da UFMT teve o gramado cedido apenas para o treinamento da seleção sul-coreana e está fechado até que a obra seja concluída e a Universidade assuma a responsabilidade sobre o local. 

Veja no vídeo a situação do COT da UFMT:


Os alunos de Educação Física esperam com ansiedade a abertura do Centro de Treinamento e acreditam que este é um legado importante para o curso. “Vai ser bom para os laboratórios de pesquisa do Nafimes [Núcleo de Aptidão Física, Informática, Metabolismo, Esporte e Saúde], aos cursos de extensão e às aulas de atletismo e futebol”, disse Paloma Nara, estudante do 5º semestre.

O projeto do COT inclui um campo de futebol de medidas oficiais (105m x 68m) e uma pista de atletismo de alto desempenho, a única do Estado que terá padrões internacionais de competição (400 metros de extensão e área total de mais de seis mil metros quadrados), além das arquibancadas com capacidade para 1500 torcedores. 

Sobre isso, veja a opinião de Matheus Souza, estudante do 3º semestre de Educação Física:


Arena Pantanal
O estádio construído em Cuiabá para o mundial foi considerado pelos torcedores um dos melhores do país. Em uma pesquisa realizada pelo portal UOL, a Arena ficou em segundo lugar com nota 9,2. A primeira posição ficou com a Arena Fonte Nova, em Salvador, com pontuação 9,7. Os quesitos avaliados foram comida, facilidade de acesso, ajuda dos voluntários, sinal de celular, segurança e limpeza e conforto. Em último lugar ficou o Estádio do Maracanã (RJ), sede da final da Copa, com nota 7,4.

Contrariando as expectativas dos pessimistas, que acreditavam que a Arena ficaria subutilizada, desde o final da Copa já aconteceram oito jogos e um show no local. E não foi só a Arena que causou boa impressão. Um dos maiores elogios dos turistas foi a receptividade do povo cuiabano. É o que nos conta a estudante Stela de Oliveira, 5º semestre de Publicidade e Propaganda da UFMT:


Os projetos de infraestrutura desenvolvidos para a Copa não desagradam completamente os cidadãos. No entanto, as falhas na execução deles causaram transtornos à vida dos cuiabanos, que esperam a solução o mais rápido possível.

Galeria de fotos
Viaduto da Av. Fernando Correa 
Matheus Souza, estudante
Centro de Treinamento da UFMT
Ivana e Márcia, moradoras de Cuiabá




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pós-Graduação em Filosofia promove curso sobre a obra de Deleuze

Luiz Nogueira e Odair de Morais



Começa hoje, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o curso de extensão “O abecedário de Gilles Deleuze: articulações filosóficas, artísticas e educacionais”, no auditório 1 do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS).

A professora Dr. Carla Rodrigues Gonçalves, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), explica que, durante as aulas, serão discutidas questões como a formação docente atual e a produção de novos modelos, principalmente nas áreas voltadas para a educação e o campo socioeducacional.

No vídeo a seguir a professora comenta a importância do curso e a utilização do pensamento deleuziano em diferentes áreas do conhecimento:


Informações básicas sobre o curso
Organizado pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia, o curso, cuja carga horária é de 30 horas, acontece entre os dias 11 e 13 de agosto. A inscrição custa R$ 15,00 e pode ser feita no local. As vagas são limitadas e todos os participantes receberão certificados.

A descrição do curso e os objetivos podem ser conferidos no site.

Vivien Cardonetti, da Universidade Federal de Santa Maria, é uma das participantes do curso em Cuiabá. .

Gilles Deleuze: histórico
Filósofo francês, nasceu em Paris, no dia 18 de janeiro de 1925. Estudou na Sorbone. Foi professor secundário de filosofia, pesquisador e professor universitário. Apresentou sua tese de doutorado em 1968. Ao lado de Michel Foucault, trouxe à tona o interesse pela obra de Nietzsche. Colaborou em diversos trabalhos do psicanalista e filósofo Félix Guattari. Morreu em Paris, no dia 4 de novembro de 1995, aos 70 anos de idade, ao lançar-se pela janela de seu apartamento. Embora fosse um homem avesso às câmeras, concedeu uma série de entrevistas à repórter Claire Parnet, entre os anos de 1988 e1989, sob a condição de que o filme só fosse exibido após a sua morte. O material filmado resultou no documentário “O abecedário de Guilles Deleuze”. 

A transcrição integral do vídeo pode ser conferida aqui. No Youtube é possível encontrar duas das três partes do filme: Parte 2 e Parte 3.

Espaço Sodré carece de informações sobre o homenageado

Odair de Morais

Antônio Sodré ficou conhecido como “o poeta da transmutação”
(Fonte: www.sociedadedospoetasamigos.blogspot.com)

Inaugurado há um ano e meio no Instituto de Linguagens (IL), o espaço Sodré traz poucas informações sobre o poeta que trabalhou por mais de duas décadas como livreiro na Universidade Federal de Mato Grosso/Cuiabá (UFMT).

No local onde mantinha um sebo, além de mesas e cadeiras personalizadas, há hoje uma exposição de trechos da obra do poeta. Mas a falta de dados biográficos compromete a identificação do homenageado, que, além de músico, era irmão do artista plástico Adir Sodré.


O músico integrou a banda Caximir como vocalista e compositor 
(Fonte: www.sociedadedospoetasamigos.blogspot.com)
Conforme informações postadas no site da instituição, a ideia de homenagear o artista foi da professora Rosângela Cálix, que esteve oito anos à frente da diretoria do Instituto. A inauguração do espaço coincidiu com a entrega do cargo à professora Maria de Jesus Patatas.

Para o escritor Ivens Cuiabano Scaff, membro da Academia Mato-grossense de Letras, Antônio Sodré foi um erudito: “Um poeta singular, cujas principais características nascem da sua cultura poética, do seu conhecimento que ia desde a poesia clássica até a contemporânea”. Ele recorda que conheceu o poeta no bairro Coxipó, no começo da década de 90.

A professora Valéria Rodrigues, estudante do curso de História na UFMT em 2002, lembra que Antônio Sodré, de certa forma, fomentava a vida cultural da universidade, estimulando e organizando festas e saraus. “Sodré era uma figura símbolo do IL, onde também funcionava o ICHS (Instituto de Ciências Humanas e Sociais). Mas, sem as referências biográficas, a homenagem ao artista ficou comprometida, pois os estudantes que diariamente passam por aqui não tiveram a oportunidade de conhecê-lo”.


Sodré idealizou o projeto "Poesia Necessária", cuja finalidade era levar poesia às escolas públicas 
(Fonte: www.sociedadedospoetasamigos.blogspot.com)
Em um vídeo intitulado “Solidão”, postado no youtube há quatro anos, uma estudante de Comunicação Social da UFMT retrata com extrema sensibilidade a faceta do músico. O poeta Ivens Scaff declarou ainda: “Nós, que tivemos contato com ele e nos emocionamos com a sua poesia, devemos a homenagem aos que não tiveram o privilégio de conhecê-lo”.

BIOGRAFIA
Poeta, músico e livreiro, Antônio Sodré nasceu em 1959, na cidade de Rondonópolis-MT. Veio para Cuiabá no final da década de 70. Cursou História, Letras e Música na UFMT, sem concluí-los. Integrou a banda Caximir, juntamente com Eduardo Ferreira e Amaury Lobo. Participou de 2 CD's. Publicou “Besta Poética” como brochura, pela IOMAT, em 1984. Ficou conhecido como “el Poeta de la Transmutación”. Fez parte da antologia “Panorama da Atual Poesia Cuiabana”, cujo projeto gráfico é de Wladimir Dias-Pino. Publicou o livro “Empório Literário”, em 2005, pela Carlini e Caniato. Faleceu vítima de infarto, no dia 19 de fevereiro de 2011.




Representantes discentes nos Colegiados: o que eles fazem?

Serão eleitos representantes discentes para colegiado de Departamento de COS, colegiado de curso de Jornalismo e congregação do IL.

Desiree Galvão e Érika Oliveira.

Eleição para representante discente na Congregação do Instituto de Linguagens acontece na sexta-feira, dia 15 de agosto, às 9 horas

Para atender às demandas administrativas e curriculares do curso, serão eleitos representantes discentes de colegiado de curso de Jornalismo, colegiado de Departamento de Comunicação Social (COS) e da Congregação do Instituto de Linguagens (IL). Mas, afinal, você sabe o que um representante discente faz? 

Segundo o estatuto da Universidade, os Colegiados e Congregação são instâncias que servem para garantir que as ações das Coordenações, chefia do Curso e do Instituto se realizem de maneira mais democrática. Sendo assim, cabe à representação discente intervir na defesa dos interesses dos estudantes, nos assuntos competentes aos cursos de graduação em Comunicação Social.

De acordo com Javier Lopez, chefe do Departamento de Comunicação Social, o representante discente assume o importante papel de expressar voz e voto dos alunos. “É primordial que se tenha representante discente nessas diferentes instâncias da nossa organização”, pontua.

Coordenador do Curso de Comunicação Social, Javier Lopez, explica a função dos representantes discentes.

Os estudantes de Comunicação estão aptos a participar de três modalidades representativas: Congregação do Instituto de Linguagens; Colegiado de Departamento de Comunicação Social; e Colegiados de Curso que são subdivididos nas habilitações de Jornalismo, Rádio e TV e Publicidade e Propaganda.

Finalidade e composição dos Colegiados
Quem compõe os colegiados são três professores efetivos, o coordenador de graduação e um representante discente. Os Colegiados de Curso são responsáveis por cumprir e fazer cumprir as normas da graduação; estabelecer as diretrizes didáticas, observadas as normas da graduação; elaborar proposta de organização e funcionamento do currículo do curso, bem como de suas atividades correlatas. 

Sobre as incumbências do Colegiado, fala Tinho Costa Marques, coordenador de Jornalismo:


Já o Colegiado de Departamento atende às demandas administrativas do curso. Segundo Javier Lopes, “além dos problemas que vêm dos Colegiados de Curso, o Departamento cuida das políticas de ensino, saída e entrada de professores, aprovação de concursos, contratação de professores, reforma curricular”. Quem compõe o elenco do Colegiado de Departamento são todos os professores efetivos, um representante discente e um técnico. Os professores contratados podem ser convidados, mas normalmente não participam.

Por fim, a Congregação do Instituto responde aos assuntos estruturais. Por exemplo: Catraca nas entradas, disponibilização de salas de aula, limpeza, espaço físico dos Centros Acadêmicos etc... São compostos por representantes técnicos, professores e alunos de todos os cursos do Instituto.

A falta de representação pode gerar problemas e injustiças aos direitos dos estudantes. Ouça o arquivo de áudio da repórter Desirêe Galvão:


Representante discente de Publicidade e Propaganda há dois mandatos, Leilaine Rezende evidencia a importância da participação dos alunos:


Eleições para representantes discentes
Os alunos que comparecem às reuniões são indicados por portaria e têm mandato de um ano. A responsabilidade de indicar os representantes discentes é do Centro Acadêmico de Comunicação Social (CaCos). Na próxima sexta (15), às 9h30, haverá uma Assembléia Geral para a votação dos representantes de Comunicação Social. O motivo da eleição é explicado por Rafael Cancian, Coordenador Financeiro: